Fabaceae - Indigofera suffruticosa Mill. - anil, anileira -








 Fabaceae Lindl., Intr. Nat. Syst. Bot. (ed. 2) 148. 1836.

Erva, subarbusto, arbusto, trepadeira, liana, árvore, caule haste, tronco; ramo costado, cilíndrico, híspido, seríceo, tomentoso, tomentuloso, glandular, acúleo, espinho, ausente; gavinha ausente. Exsudato ausente. Odor suave ou intenso. Embira presente, ausente. Nectário ausente, presente, pecíolo, raque, lâmina foliar, glândulas translúcida na lâmina foliar. Estípula presente, ausente, lateral. Filotaxia alterna, dística, espiralada. Folha composta, simples, palmada, imparipinada, paripidada, bipinada, peciolada, basifixa, forma elíptica, linear, oboval, oval, oblonga, margem inteira, cartácea ou coriácea, broquidódroma, camptódroma, discolor, concolor. Inflorescência racemo, espiga, axilar, terminal. Flor séssil, pedicelada, diclamídea, pentâmera, actinomorfa, zigormorfa, monoclina, hipógina, iso, diplo, polistêmone; cálice gamossépalo, dialissépalo, corola dialipétala, alva, violeta, lilás, amarela, vermelha; corona ausente; androceu monadelfo, dialistêmone, andróforo ausente, ginóforo ausente, androginóforo ausente, estames 10, > 10, antera poricida, rimosa; gineceu sincárpico, ovário súpero, unicarpelar, unilocular, placentação marginal. Fruto baga, câmara, drupa, folículo, legume, lomento, sâmara, linar, oval, alada. Semente arilo ausente; presente, alvo.

Fabaceae é a terceira maior família das angiospermas e a segunda em importância econômica. Esta família é muito conhecida pelo seu potencial ornamental, medicinal e alimentar, sendo algumas plantas tóxicas. É a família do feijão, amendoim, ervilha, tamarindo (Lewis et al. 2005; Legume data 2026).

No mundo ocorrem 800 gêneros e ca. 23000 espécies (Legume data 2026). No Brasil ocorrem 270 gêneros e 3139 espécies, sendo 1651 destas endêmicas do Brasil (Flora e Funga do Brasil 2026). No Campus I da UFPB foram encontrados 39 gêneros e 86 espécies.

 

Referências

Cruz, A. M. S. A subfamília Caesalpinioideae DC. (Fabaceae Lindl.) na Mata Atlântica da Paraíba. 2020. 59 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Ciências Biológicas) – Centro de Ciências Exatas e da Natureza, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2020.

Fabaceae in Flora do Brasil 2020 under construction. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB115>. Accessed on: 30 Mar. 2020

Legume Data Portal. Legume Data Portal. Disponível em: https://www.legumedata.org/. Acesso em: 14 ago. 2026.

Lewis, G., Schrire, B., Mackinder, B., Lock, M. 2005.  Legumes of the world. Royal Botanic  Gardens, Kew, 577p.

Mendonça, S. Al. et al. A tribo Dalbergieae (Leguminosae - Papilionoideae) em um trecho de Floresta Estacional Semidecidual das Terras Baixas, João Pessoa, Estado da Paraíba, Brasil. Hoehnea, São Paulo, v. 46, n. 2, e622018, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2236-8906-62/2018. Acesso em: 13 ago. 2026. [1]

Queiroz, R. T. de. Fabaceae - Leguminosae no Brasil. Disponível em: https://rubens-plantasdobrasil.blogspot.com/.

Queiroz, R.T. de. Fabaceae do Cariri paraibano. Nova Xavantina: Editora Pantanal, 2021. 630 p. Disponível em: https://doi.org/10.46420/9786588319604.

Queiroz, L.P. Leguminosas da Caatinga. Feira de Santana: UEFS, 2009. 467 p.

 Santos, T. G. dos. O Clado Mimosoide (Fabaceae - Caesalpinoideae) na Mata do Buraquinho, João Pessoa, Paraíba – Brasil. 2021. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Biológicas) – Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2021.

Silva, R. P. da; Queiroz, R. T. de; FORTUNA-PEREZ, A. P. O gênero Zornia (Fabaceae - Papilionoideae) no estado da Paraíba, Brasil. Rodriguésia, v. 71, e02612018, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2175-7860202071123.

Souza, V. C.; Lorenzi, H. Botânica sistemática: guia ilustrado para identificação das famílias de Fanerógamas nativas e exóticas no Brasil, baseado em APG IV. 4. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2019. 767 p. [1, 2]

Tozzi, A. M. G. A. (Coord.). Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo: Volume 8 (Leguminosae). São Paulo: Instituto de Botânica, 2016. 

Gentianaceae - Schultesia guianensis (Aubl.) Malme



Gentianaceae Juss., Gen. Pl.: 141. 1789.

Erva, caule haste; ramo costado, glabro, glabro; inerme; gavinha ausente. Exsudato ausente. Odor suave. Embira ausente. Nectário ausente. Estípula ausente. Filotaxia oposta, cruzada, verticilada. Folha simples, séssil, forma oval, margem inteira, cartácea, camptodódroma, concolor. Inflorescência cimsa, axilar. Flor séssil, pedicelada, diclamídea, tetrâmera, actinomorfa, monoclina, hipógina, isostêmone; cálice gamossépalo, corola gamopétala, alva, laranja; corona ausente; androceu dialistêmone, andróforo ausente, ginóforo ausente, androginóforo ausente, estames 5, antera rimosa; gineceu sincárpico, ovário súpero, bicarpelar, bilocular, placentação axilar. Fruto cápsula. Semente não alada, arilo ausente.

Gentianaceae uma família muito conhecida pelo seu potencial ornamental. É a família da gentiana.

No mundo ocorrem 80 gêneros e ca. 1000 espécies (Souza e Lorenzi 2019). No Brasil ocorrem 34 gêneros e 129 espécies, sendo 56 destas endêmicas do Brasil (Flora e Funga do Brasil 2026). No Campus I da UFPB foram encontrados 1 gêneros e 1 espécies.

Referências

Calió, M.F.; Everling, J.F.; Silva, A.V.M.; Bissoli, V.F. Gentianaceae in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available at:<https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB117>. consulta.publica.uc.citacao.acesso.em13 Aug. 2026Apocynaceae in Flora do Brasil 2020 under construction. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <

Gadelha Neto, Pedro da Costa et al. Levantamento florístico do Refúgio de Vida Silvestre Mata do Buraquinho. In: [Vasconcelos et al.]. Mata do Buraquinho: história, ambiente, biodiversidade e conservação. [João Pessoa]: [Editora Científica Digital], 2026.

Guimarães, E.F.; Silva, N.G. & Mendes, T.S. 2018. Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Gentianaceae. Rodriguésia 69(3): 1125-1133.

Guimarães, Elsie Franklin. Schultesia Mart. (Gentianaceae) - Revisão taxonômica. 2002. Tese (Doutorado em Ciências Biológicas) – Universidade Federal do Rio de Janeiro/Museu Nacional, Rio de Janeiro, 2002.

Silva, Francione Gomes. Estudos taxonômicos em Gentianaceae no Brasil, com ênfase no gênero Schultesia Mart. 2023. Tese (Doutorado em Biologia Vegetal) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2023. Disponível em: Repositório UFPE.

Siqueira, G. B.; DO Espirito Santo, F. da S.; Rapini, A. Flora of Bahia: Gentianaceae. SITIENTIBUS série Ciências Biológicas, v. 14, 2014.

Souza, V. C.; Lorenzi, H. Botânica sistemática: guia ilustrado para identificação das famílias de Fanerógamas nativas e exóticas no Brasil, baseado em APG IV. 4. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2019. 767 p. [1, 2]


 

Myrtaceae - Myrcia pubescens DC.






























Myrcia pubescens DC., Prodr. 3: 247. 1828.

Myrtaceae Juss., Gen. Pl. 322–323. 1789.

 Arbusto, árvore, caule tronco, liso, esfoleante; ramo cilíndrico, glabro, hirta, inerme; gavinha ausente. Exsudato ausente. Odor suave ou intenso de pitanga. Embira ausente. Nectário ausente. Estípula ausente. Filotaxia oposta, cruzada, dística. Folha simples, peciolada, basifixa, forma oval, elíptica, oboval, margem inteira, cartácea ou coriácea, broquidódroma, concolor, pontuações translúcidas presentes. Inflorescência cimosa, panícula, axilar, terminal. Flor pedicelada, diclamídea, pentâmera, actinomorfa, monoclina, epígina, polistêmone; cálice dialissépalo, corola dialipétala, alva, rosa; corona ausente; androceu dialistêmone, andróforo ausente, ginóforo ausente, androginóforo ausente, estames > 10, antera rimosa; gineceu sincárpico, ovário ínfero, bi-pentacarpelar, bi-pentalocular, placentação axilar. Fruto baga, obovoide, costado. Semente arilo ausente.

No Brasil ocorrem 29 gêneros e 1223 espécies, sendo 814 destas endêmicas do Brasil (Flora do Brasil 2020). No Campus I da UFPB foram encontrados  6 gêneros e 12 espécies.

Referências

Myrtaceae in Flora do Brasil 2020 under construction. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available at: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB171>. Accessed on: 30 Mar. 2020

Santos, M.F.; Amorim, B.S.; Burton, G.P.; Fernandes, T.; Gaem, P.H.; Lourenço, A.R.L.; Lima, D.F.; Rosa, P.O.; Santos, L.L.D.; Staggemeier, V.G.; Vasconcelos, T.N.C.; Lucas, E.J. Myrcia in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB10741>. Acesso em: 24 Jul. 2026


 

Asteraceae - Melampodium divaricatum (Rich.) DC. - Botão-de-ouro










Asteraceae Bercht. & J. Presl, Prir. Rostlin 254, 1820.

 Erva, arbusto, caule haste; ramo cilíndrico, híspido, tomentoso, escabroso, inerme; gavinha ausente. Exsudato ausente ou presente. Odor suave ou intenso. Embira ausente. Nectário ausente, presente, lâmina foliar. Estípula ausente. Filotaxia alterna, oposta, espiralada, cruzada, dística. Folha simples, peciolada, basifixa, forma oval, elíptica, oboval, palmatilobada, pinatilobada, margem inteira, serreada, cartácea ou coriácea, actinódroma, broquidódroma, concolor. Inflorescência capítulo, axilar, terminal. Flor séssil, monoclamídea, diclamídea, pentâmera, actinomorfa, zigormorfa, monoclina, epígina, isostêmone; cálice presente ou ausente, dialissépalo, corola gamopétala, amarela, rosa, vermelha, branca; corona ausente; androceu estames com anteras unidas, fitomelanina, andróforo ausente, ginóforo ausente, androginóforo ausente, estames 5, antera rimosa, sinântera; gineceu sincárpico, ovário ínfero, bicarpelar, unilocular, placentação basal. Fruto cipsela, oblongo com cálice com papus. Semente arilo ausente.

No mundo são encontradas de 24000 a 3000 espécies (Souza e Lorenzi 2019). No Brasil ocorrem 347 gêneros e 2339 espécies, sendo 1420 destas endêmicas do Brasil (Flora e Funga do Brasil 2026). No Campus I da UFPB foram encontrados 30 gêneros e 30 espécies.

Esta família é muito conhecida pelo seu potencial ornamental, medicinal e como espécies invasoras. É a família do girassol, margarida, marcela entre outras espécies.

Referências

Asteraceae in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available at:<https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB55>. consulta.publica.uc.citacao.acesso.em28 jul. 2026

Gadelha Neto, Pedro da Costa et al. Levantamento florístico do Refúgio de Vida Silvestre Mata do Buraquinho. In: [ORGANIZADOR(ES) DO LIVRO]. Mata do Buraquinho: história, ambiente, biodiversidade e conservação. [Local]: [Editora Científica Digital], 2026. Cap. [número], p. [início-fim]. Disponível em: <Editora Científica Digital>. Acesso em: [data de hoje]

Roque, N., Bautista, H.P. 2008. Asteraceae: caracterização e morfologia floral. Salvador: EDUFBA, 71 p.

Soares, G.; Santos, C. A. G.; Loeuile, B. Asteraceae na microrregião do Curimataú Ocidental, Estado da Paraíba, Brasil. Hoehnea, v. 48, e662020, p. 1-30, 2021.

Souza, V. C.; Lorenzi, H. Botânica sistemática: guia ilustrado para identificação das famílias de Fanerógamas nativas e exóticas no Brasil, baseado em APG IV. 4. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2019. 767 p. [1, 2]