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Plantaginaceae - Scoparia dulcis L. - vassourinha -










 Scoparia dulcis L., Sp. Pl. 1: 116. 1753.

Plantaginaceae Juss., Gen. Pl. 89–90. 1789.

Erva, caule haste; ramo costado, cilíndrico, glabro ou viscoso, inerme; gavinha ausente. Exsudato ausente. Odor intenso. Embira ausente. Nectário ausente, presente, lâmina foliar. Estípula ausente. Filotaxia oposta, verticilada ou cruzada. Folha simples, peciolada, basifixa, forma oblanceolada, margem serreada, cartácea ou coriácea, broquidódroma, concolor. Inflorescência espiga, terminal. Flor séssil, diclamídea, pentâmera, zigomorfa, monoclina, hipógina, oligostêmone; cálice dialissépalo, corola gamopétala, 4-5-lobada; corona ausente; androceu dialistêmone, andróforo ausente, ginóforo ausente, androginóforo ausente, estames 4, antera rimosa; gineceu sincárpico, ovário súpero, bicarpelar, bilocular, placentação axilar. Fruto cápsula. Semente arilo ausente.

Plantaginaceae e uma família pouco conhecida, sendo Scoparia dulcis muito usada por benzedeiras na região nordeste, popularmente conhecidas como vassourinha.

De acordo com Souza e Lorenzi (2019) é uma família composta por 200 gêneros e 2500 espécies.  No Brasil ocorrem 29 gêneros e 153 espécies, sendo 69 destas endêmicas do Brasil (Flora e Funga do Brasil 2026). No Campus I da UFPB foram encontrados 4 gêneros e 5 espécies.

Referências

Barroso, G. M., Guimarães, E. F., Ichaso, C. L. F., Costa, C. G., Peixoto, A. L., & Lima, H. C. (1986). Sistemática de angiospermas do Brasil (Vol. 3). Universidade Federal de Viçosa.

Gadelha Neto, Pedro da Costa et al. Levantamento florístico do Refúgio de Vida Silvestre Mata do Buraquinho. In: [Vasconcelos et al.]. Mata do Buraquinho: história, ambiente, biodiversidade e conservação. [João Pessoa]: [Editora Científica Digital], 2026

Plantaginaceae in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available at: <https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB191>. Accessed on: 02 Sep. 2026

Plantaginaceae in Flora do Brasil 2020 under construction. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB191>. Accessed on: 30 Mar. 2020

Paula-Souza, J. de, Souza, V. C., & Rodrigues, R. R. (2002). Plantaginaceae. In M. G. L. Wanderley, G. J. Shepherd, A. M. Giulietti, & T. S. Melhem (Eds.), Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo (Vol. 2, pp. 225-228). FAPESP / HUCITEC.

Pott, V. J., & Pott, A. (2000). Plantas aquáticas do Pantanal. Embrapa Comunicação para Transferência de Tecnologia; Embrapa-CPAP. https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/806137

Scatigna, A. V., & Mota, N. F. O. (2017). Flora of the cangas of Serra dos Carajás, Pará, Brazil: Plantaginaceae. Rodriguésia, 68(3spe), 1077–1083. doi.org

Souza, V. C.; Lorenzi, H. Botânica sistemática: guia ilustrado para identificação das famílias de Fanerógamas nativas e exóticas no Brasil, baseado em APG IV. 4. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2019. 767 p. [1, 2]


Rutaceae - Ruta graveolens L. - arruda -



Ruta graveolens L., Sp. Pl. 1: 383. 1753.

 Rutaceae Juss., Gen. Pl. 296. 1789.

Árvore, erva, caule tronco, haste; ramo cilíndrico, glabro, inerme, espinho; gavinha ausente. Exsudato ausente. Odor intenso, cítrico. Embira ausente. Nectário ausente, lâmina foliar. Estípula ausente. Filotaxia alterna, espiralada. Folha composta, imparipinada, peciolada, basifixa, forma elíptica, margem inteira, serreada, cartácea ou coriácea, broquidódroma, concolor, pontuações translúcidas presentes. Inflorescência racemo, axilar. Flor pedicelada, diclamídea, pentâmera, actinomorfa, monoclina, hipógina, polistêmone; cálice dialissépalo, corola dialipétala, alva; corona ausente; androceu poliadelfo, andróforo ausente, ginóforo ausente, androginóforo ausente, estames >8, antera rimosa; gineceu sincárpico, ovário súpero, pluricarpelar, pluricarpelar, placentação axilar. Fruto baga, drupa, globóide; amarelo, vermelho. Semente crostad, arilo ausente.

Rutaceae Juss. é uma família de grande importância econômica sendo usada como alimentar em plantas como laranja, limão, mixirica; ornamental, murraia ou jasmim de laranjeira e medicinal, arruda.

 De acordo com Souza e Lorenzi (2019) é uma família composta por 150 gêneros e 2000 espécies.  No Brasil ocorrem 50 gêneros e 240 espécies, sendo 106 destas endêmicas do Brasil (Flora e Funga do Brasil 2026). No Campus I da UFPB foram encontrados 3 gêneros e 5 espécies.

Referências

Buril, M.T.; Thomas, Wayt W.; alves, M.. Flora da Usina São José, Igarassu-PE: Rutaceae, Simaroubaceae e Picramniaceae. Rodriguésia, Rio de Janeiro, v. 65, n. 3, p. 701-710, jul./set. 2014. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rod/a/DbpvqpgQL4PSx5pMr5vGSLv/.

Engler, H.G.A. 1874. Rutaceae. In C.F.P Martius & A.G. Eichler (eds.) Flora brasiliensis. Frid. Fleischer, Leipzig, vol. 12, pars 2, p. 75-196, tabs 14-39.

Pirani, J.R.; Groppo, M. Rutaceae in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available at:<https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB212>. consulta.publica.uc.citacao.acesso.em20 Aug. 2026

Rutaceae in Flora do Brasil 2020 under construction. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB212>. Accessed on: 30 Mar. 2020

Nyctaginaceae - Boerhavia diffusa L. - pega-pinto

 











Nomes populares: erva-tostão, pega-pinto (Reflora 2026)


 Nyctaginaceae Juss., Gen. Pl. 90. 1789.

 Erva, arbusto, árvore, caule haste, tronco; ramo cilíndrico, cinza, preto, glabro, ausente, espinho; gavinha ausente. Exsudato ausente. Odor suave. Embira ausente. Nectário ausente. Estípula ausente. Filotaxia alterna, oposta, dística, espiralada. Folha simples, peciolada, basifixa, forma oval, elíptica, margem inteira, cartácea, carnosa ou coriácea, broquidódroma, concolor. Inflorescência cimosa, axilar, terminal. Flor séssil, monoclamídea, pentâmera, actinomorfa, monoclina, epígina, hipógina, diplostêmone; cálice gamossépalo, corola ausente, gamopétala, vinho; corona ausente; androceu dialistêmone, andróforo ausente, ginóforo ausente, androginóforo ausente, estames 5, antera rimosa; gineceu sincárpico, ovário ínfero, súpero, pentacarpelar, pentalocular, placentação basal. Fruto aquênio. Semente arilo ausente.

Nyctaginaceae uma família muito conhecida pelo seu potencial ornamental, sendo a família da três-marias, bougainville, maravilha e pega-pinto.

No mundo ocorrem 30 gêneros e 400 espécies (Souza e Lorenzi 2019). No Brasil ocorrem 11 gêneros e 75 espécies, sendo 38 destas endêmicas do Brasil (Rossetto et al., 2026). No Campus I da UFPB foram encontrados 4 gêneros e 4 espécies.

Referências

Gadelha Neto, Pedro da Costa et al. Levantamento florístico do Refúgio de Vida Silvestre Mata do Buraquinho. In: [Vasconcelos et al. 2026]. Mata do Buraquinho: história, ambiente, biodiversidade e conservação. João Pessoa, [Editora Científica Digital], 2026.

Giulietti, A. M. & Nogueira, M. G. C. 2017. Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Nyctaginaceae. Rodriguésia, 68(3sp.e): 1045-1051.

Marchioretto, M. S. et al. A família Nyctaginaceae Juss. no Rio Grande do Sul, Brasil. Pesquisas, Botânica, São Leopoldo, v. 62, p. 129-162, 2011.

Melo, Y.; Alves. M. Nyctaginaceae. In: Alves, M.; Araújo, M. F.; Maciel, J. R.; Martins, S. (Org.). Flora de Mirandiba. Recife: Associação Plantas Nordeste, 2009. p. 269-270.

Nyctaginaceae in Flora do Brasil 2020 under construction. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB172>. Accessed on: 30 Mar. 2020

Rossetto, E.F.S.; Sá, C.F.C.; Souza, F.S.; Coelho, A.A.O.P. Guapira in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB10913>. Acesso em: 18 ago. 2026

Souza, F. S. de; Jardim, J. G.; Coelho, A. A. de O. P. Flora da Bahia: Guapira (Nyctaginaceae). Sitientibus série Ciências Biológicas, v. 16, 2016. DOI: 10.13102/scb1100.

Souza, V. C.; Lorenzi, H. Botânica sistemática: guia ilustrado para identificação das famílias de Fanerógamas nativas e exóticas no Brasil, baseado em APG IV. 4. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2019. 767 p. [1, 2]

Gentianaceae - Schultesia doniana Progel






























Schultesia doniana Progel, Fl. Bras. 6(1): 209. 1865.
Gentianaceae Juss., Gen. Pl.: 141. 1789.

Erva, caule haste; ramo costado, glabro, glabro; inerme; gavinha ausente. Exsudato ausente. Odor suave. Embira ausente. Nectário ausente. Estípula ausente. Filotaxia oposta, cruzada, verticilada. Folha simples, séssil, forma oval, margem inteira, cartácea, camptodódroma, concolor. Inflorescência cimsa, axilar. Flor séssil, pedicelada, diclamídea, tetrâmera, actinomorfa, monoclina, hipógina, isostêmone; cálice gamossépalo, corola gamopétala, alva, laranja; corona ausente; androceu dialistêmone, andróforo ausente, ginóforo ausente, androginóforo ausente, estames 5, antera rimosa; gineceu sincárpico, ovário súpero, bicarpelar, bilocular, placentação axilar. Fruto cápsula. Semente não alada, arilo ausente.

Gentianaceae uma família muito conhecida pelo seu potencial ornamental. É a família da gentiana.

No mundo ocorrem 80 gêneros e ca. 1000 espécies (Souza e Lorenzi 2019). No Brasil ocorrem 34 gêneros e 129 espécies, sendo 56 destas endêmicas do Brasil (Flora e Funga do Brasil 2026). No Campus I da UFPB foram encontrados 1 gêneros e 1 espécies.

Referências

Calió, M.F.; Everling, J.F.; Silva, A.V.M.; Bissoli, V.F. Gentianaceae in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available at:<https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB117>. consulta.publica.uc.citacao.acesso.em13 Aug. 2026Apocynaceae in Flora do Brasil 2020 under construction. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <

Gadelha Neto, Pedro da Costa et al. Levantamento florístico do Refúgio de Vida Silvestre Mata do Buraquinho. In: [Vasconcelos et al.]. Mata do Buraquinho: história, ambiente, biodiversidade e conservação. [João Pessoa]: [Editora Científica Digital], 2026.

Guimarães, E.F.; Silva, N.G. & Mendes, T.S. 2018. Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Gentianaceae. Rodriguésia 69(3): 1125-1133.

Guimarães, Elsie Franklin. Schultesia Mart. (Gentianaceae) - Revisão taxonômica. 2002. Tese (Doutorado em Ciências Biológicas) – Universidade Federal do Rio de Janeiro/Museu Nacional, Rio de Janeiro, 2002.

Silva, Francione Gomes. Estudos taxonômicos em Gentianaceae no Brasil, com ênfase no gênero Schultesia Mart. 2023. Tese (Doutorado em Biologia Vegetal) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2023. Disponível em: Repositório UFPE.

Siqueira, G. B.; do Espirito Santo, F. da S.; Rapini, A. Flora of Bahia: Gentianaceae. SITIENTIBUS série Ciências Biológicas, v. 14, 2014.

Souza, V. C.; Lorenzi, H. Botânica sistemática: guia ilustrado para identificação das famílias de Fanerógamas nativas e exóticas no Brasil, baseado em APG IV. 4. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2019. 767 p. [1, 2]