Fabaceae - Albizia lebbeck (L.) Benth. - língua-de-sogra

Figura (1). Glomérulo, estames com filetes longos de cor branca.

Figura (2).  Pedúnculo longo, flores brancas.



     Hábito arbóreo medindo uma altura média de  20 metros. folhas:alternas, compostas,  bipinada com cada pina possuindo 1 a 4 pares de pina, cada pina possuindo cerca de  4 a 10 pares de folíolos opostos de formato elíptico-obvado, margem inteira, pecíolo longo. Inflorescência: axilar. Flor: coloração de banco a esverdeada, presença de aroma, monoica "em carimbos pedunculados, axilares ou agrupadas em panículas, heteromórficas" (NIELSEN, 1981)¹; cálice 5, corola 5, estames soldados noa base, filetes longo. Fruto: legume, "membranáceos, nõo segmentados e deiscentes"¹.

       A Albizia lebbeck  é  uma espécie arbórea da família Fabaceae (Leguminosae) nativa da Ásia tropical. De acordo com Lewis (1987)², devido ao amplo cultivo e plasticidade, espalhou-e pelos trópicos. É caracterizada por apresentar rápido crescimento, habilidade para fixar nitrogênio e melhorar a estrutura do solo, principalmente em áreas degradadas, além de possuir uma madeira utilizada para diversas  finalidades. Apesar de ser recomendada frequentemente para arborização urbana e reflorestamento heterogêneo de áreas degradadas (LORENZI, 2002)³, existem recomendações antagônicas no que diz respeito ao seu uso em reflorestamento, devido a sua facilidade de propagação, tornando-se, assim, uma espécie invasora.
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1 - NIELSEN, I. - Tribe 5 . INGEAE Benth - In: Polhill, R. M.; Raven, P. H. ed. Advances in Legume Systematics Part 1: Royal Botanic Gardens, Kew, 1981, p. 180-182. ROLSTON, M.P. Water impermeable seed dormancy. The Botanical Review, v.44, p.365-396, 1978.

2 - LEWIS, G.P. Legumes of Bahia. Kew : Royal Botanic Gardens, 1987. 369p.

3 - LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. 4.ed. v.1, Nova Odessa, SP: Plantarum, 2002, 368p.

DUTRA, Alek Sandro; MEDEIROS FILHO, Sebastião; OLIVEIRA DINIZ,Fábio. Germinação de sementes de albízia (Albizia lebbeck (L.) Benth) em função da luz e do regime de temperatura. Revista Caatinga, v. 21, n. 3, 2008..

Fabaceae Lindl., Intr. Nat. Syst. Bot. (ed. 2) 148. 1836.

Erva, subarbusto, arbusto, trepadeira, liana, árvore, caule haste, tronco; ramo costado, cilíndrico, híspido, seríceo, tomentoso, tomentuloso, glandular, acúleo, espinho, ausente; gavinha ausente. Exsudato ausente. Odor suave ou intenso. Embira presente, ausente. Nectário ausente, presente, pecíolo, raque, lâmina foliar, glândulas translúcida na lâmina foliar. Estípula presente, ausente, lateral. Filotaxia alterna, dística, espiralada. Folha composta, simples, palmada, imparipinada, paripidada, bipinada, peciolada, basifixa, forma elíptica, linear, oboval, oval, oblonga, margem inteira, cartácea ou coriácea, broquidódroma, camptódroma, discolor, concolor. Inflorescência racemo, espiga, axilar, terminal. Flor séssil, pedicelada, diclamídea, pentâmera, actinomorfa, zigormorfa, monoclina, hipógina, iso, diplo, polistêmone; cálice gamossépalo, dialissépalo, corola dialipétala, alva, violeta, lilás, amarela, vermelha; corona ausente; androceu monadelfo, dialistêmone, andróforo ausente, ginóforo ausente, androginóforo ausente, estames 10, > 10, antera poricida, rimosa; gineceu sincárpico, ovário súpero, unicarpelar, unilocular, placentação marginal. Fruto baga, câmara, drupa, folículo, legume, lomento, sâmara, linar, oval, alada. Semente arilo ausente; presente, alvo.

Fabaceae é a terceira maior família das angiospermas e a segunda em importância econômica. Esta família é muito conhecida pelo seu potencial ornamental, medicinal e alimentar, sendo algumas plantas tóxicas. É a família do feijão, amendoim, ervilha, tamarindo (Lewis et al. 2005; Legume data 2026).

No mundo ocorrem 800 gêneros e ca. 23000 espécies (Legume data 2026). No Brasil ocorrem 270 gêneros e 3139 espécies, sendo 1651 destas endêmicas do Brasil (Flora e Funga do Brasil 2026). No Campus I da UFPB foram encontrados 39 gêneros e 86 espécies.

 

Referências

Cruz, A. M. S. A subfamília Caesalpinioideae DC. (Fabaceae Lindl.) na Mata Atlântica da Paraíba. 2020. 59 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Ciências Biológicas) – Centro de Ciências Exatas e da Natureza, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2020.

Fabaceae in Flora do Brasil 2020 under construction. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB115>. Accessed on: 30 Mar. 2020

Legume Data Portal. Legume Data Portal. Disponível em: https://www.legumedata.org/. Acesso em: 14 ago. 2026.

Lewis, G., Schrire, B., Mackinder, B., Lock, M. 2005.  Legumes of the world. Royal Botanic  Gardens, Kew, 577p.

Mendonça, S. Al. et al. A tribo Dalbergieae (Leguminosae - Papilionoideae) em um trecho de Floresta Estacional Semidecidual das Terras Baixas, João Pessoa, Estado da Paraíba, Brasil. Hoehnea, São Paulo, v. 46, n. 2, e622018, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2236-8906-62/2018. Acesso em: 13 ago. 2026. [1]

Queiroz, R. T. de. Fabaceae - Leguminosae no Brasil. Disponível em: https://rubens-plantasdobrasil.blogspot.com/.

Queiroz, R.T. de. Fabaceae do Cariri paraibano. Nova Xavantina: Editora Pantanal, 2021. 630 p. Disponível em: https://doi.org/10.46420/9786588319604.

Queiroz, L.P. Leguminosas da Caatinga. Feira de Santana: UEFS, 2009. 467 p.

 Santos, T. G. dos. O Clado Mimosoide (Fabaceae - Caesalpinoideae) na Mata do Buraquinho, João Pessoa, Paraíba – Brasil. 2021. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Biológicas) – Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2021.

Silva, R. P. da; Queiroz, R. T. de; FORTUNA-PEREZ, A. P. O gênero Zornia (Fabaceae - Papilionoideae) no estado da Paraíba, Brasil. Rodriguésia, v. 71, e02612018, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2175-7860202071123.

Souza, V. C.; Lorenzi, H. Botânica sistemática: guia ilustrado para identificação das famílias de Fanerógamas nativas e exóticas no Brasil, baseado em APG IV. 4. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2019. 767 p. [1, 2]

Tozzi, A. M. G. A. (Coord.). Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo: Volume 8 (Leguminosae). São Paulo: Instituto de Botânica, 2016.


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