Lythraceae - Lagerstroemia indica L. - resendá

Figura 1: Filotaxia alterna espiralada. 
Figura 2: ovário súpero. 
Figura 3: Frutos do tipo cápsula (à esquerda), folhas, e preflorações (à direita). 
Figura 4: Estames livre, e estilete com um estigma. 
Figura 5: Pétalas e sépalas livres (dialipétalas e dialisépalas). 

Figura 6: Hábito arbustivo/ arbóreo. 
Figura 8. Estames heterodínamos, anteras rimosas

Lythraceae J. St.-Hil., Handb. Allg. Bot. 3: 520. 1840.

Erva, arbusto, caule haste, tronco; ramo cilíndrico, híspido, glabro, inerme; gavinha ausente. Exsudato ausente. Odor suave. Embira ausente. Nectário extrafloral ausente. Estípula ausente. Filotaxia alterna, oposta, dística, espiralada. Folha simples, peciolada, basifixa, forma oval, elíptica, margem inteira, cartácea ou coriácea, broquidódroma, concolor. Inflorescência cimosa, axilar, terminal. Flor subpedicelada, diclamídea, hexâmeras, actinomorfa, zigormorfa, monoclina, hipógina, diplo, polistêmone; cálice dialissépalo, hipanto presente, corola dialipétala, rosa; corona ausente; androceu dialistêmone, andróforo ausente, ginóforo ausente, androginóforo ausente, estames 8 ou mais de 12, antera rimosa; gineceu sincárpico, ovário súpero, bi-pluricarpelar, bi-plurilocular, placentação axilar. Fruto cápsula, globóide. Semente arilo ausente.

Família da romã, pacote e resendá, plantas com potencial medicinal e ornamental.

De acordo com Souza e Lorenzi (2019) a família é composta por 30 gêneros e 600 espécies.

No Brasil ocorrem 15 gêneros e 244 espécies, sendo 178 destas endêmicas do Brasil (Flora do Brasil 2020). No Campus I da UFPB foram encontrados 3 gêneros e 3 espécies.

Referências

Cavalcanti, T.B.; Graham, S.A.T.; Facco, M.G.; Brauner, L.M. Lythraceae in Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <https://floradobrasil.jbrj.gov.br/FB153>. Acesso em: 29 jul. 2026

Lythraceae in Flora do Brasil 2020 under construction. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB153>. Accessed on: 30 Mar. 2020

Gadelha Neto, Pedro da Costa et al. Levantamento florístico do Refúgio de Vida Silvestre Mata do Buraquinho. In: [Vasconcelos et al. 2026]. Mata do Buraquinho: história, ambiente, biodiversidade e conservação. [Local]: [Editora Científica Digital], 2026.

Souza, V. C.; Lorenzi, H. Botânica sistemática: guia ilustrado para identificação das famílias de Fanerógamas nativas e exóticas no Brasil, baseado em APG IV. 4. ed. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2019. 767 p. [1, 2]

Magnoliopsid, Myrtales, Lythraceae J.St.-Hil.
Lagerstroemia indica L., Systema Naturae, Ed.10. 2: 1076. 1759. (7 Jun 1759)

Hábito arbustivo. Caule aéreo do tipo tronco; látex ausente; odor presente nas folhas e nas flores, inerme. Estípula ausente. Filotaxia alterna espiralada. Folhas simples não lobadas, elípticas, inteiras, glabras, sesseis; presença de pontuações translúcidas. Inflorescência racemosa (indeterminada) panícula; brácteas ausentes. Flor pedicelada, prefloração valvar; flores pediceladas, diclamídeas heteroclamídeas, monoclinas, actinomorfas, hipanto bem desenvolvido, cálice dialissépalo, corola dialipétala, pétalas 6, unguiculada, borda fimbriada, podem ter coloração branca, rosa ou lilás; androceu livre, heterodinamos estames não inclusos no tubo da corola; poliestemone; anteras extrosas de deiscência rimosa; gineceu sincárpico; pluricarpelar e plurilocular; ovário súpero, placentação axilar; estilete com um estigma. Fruto seco do tipo cápsula.

Nomes vernaculares: árvore-de-júpter, resedá, murta crepe, extremosa, flor-de-merenda, julieta, suspiros, escumilha, mumiquilho.
Local: calçada do Centro de Vivências, próximo ao Restaurante Universitário.
Autora: Beatriz Araújo Pessoa.


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